ENQUANTO VOCÊ ORA …

Daniel 6: 10,11

Enquanto Daniel tinha uma vida de oração, tendo o cuidado de três vezes ao dia se ajoelhar para orar, ao seu redor havia pessoas maquinando o seu mal. E vendo os rumos que as coisas tomaram pode naturalmente surgir uma dúvida: mas como pode uma coisa dessa? Daniel não estava fazendo nada que o desabonasse enquanto pessoa ou servo de Deus, ele estava simplesmente orando e isto era então motivo para tanta oposição, para tanta maldade? Será que a oração dele não estava “subindo” ou qual poderia ser a explicação para ele ir parar em uma cova de leões pelo crime de desobediência (orar a Deus)? A oração não poderia livrá-lo de pessoas como aquelas, não poderia frustrar os planos dos inimigos? Certamente que sim, mas não era este o propósito de Deus e por isto Ele permitiu que o seu servo passasse por aquela situação e isto não era sinal de que Deus o havia desamparado, jamais. Quem olhasse para Daniel e visse aquele castigo mortal poderia perfeitamente questionar: de que valeram as orações dele? Onde está o Deus a quem ele tanto buscava, que o deixou ser lançado naquela cova a fim de ser devorado pelos leões? Para quem estava de fora o varão Daniel estava agora sozinho, morto por uma fé que não pôde livrá-lo, mas no interior da cova havia um mistério. E o mistério era ao mesmo tempo a resposta a todos questionamentos anteriores. A implicância talvez nem fosse exatamente porque Daniel tinha uma vida de oração, mas porque a oração o fazia destacar entre os demais, a oração gerou nele um espírito excelente. A oração de Daniel tanto subia que a vontade do céu se cumpria na terra; certamente ele ou mesmo algum de nós não desejaria viver aquele horror, mas a vontade dele se rendia à vontade do Pai que está no céu (Mateus 6: 9,10). A oração poderia sim poupá-lo de pessoas e de atitudes covardes como aquelas, mas podia também capacitá-lo para testemunhar o quão grande e fiel era o seu Deus. Por fora a visão era do fracasso, mas lá dentro da cova era só vitória, Daniel contemplou o livramento, o seu Deus enviou o seu anjo que fechou a boca dos leões. A fé não o livrou da cova, mas o preservou e o tirou de lá sem nenhum dano. Talvez você esteja passando ou vendo alguém passar por uma determinada situação que você não entende, mas o exemplo de Daniel nos impele a orar mesmo quando aparentemente a oração pode ser uma prática inútil ou até falta de juízo no entendimento de alguns. Nada pode ter mais efeito que clamar ao seu Deus. O decreto do rei não autorizava a Daniel orar ao seu Deus e ele sabia, mas ainda assim ele foi orar. Loucura, teimosia? Não, Fé. Nada pode limitar o seu relacionamento com o seu Deus. Creia: enquanto o inimigo trabalha para o atingir, seu Deus, o Nosso Deus, trabalha como nunca para lhe preservar (Isaías 64:4). A propósito: vamos orar já? 

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