PROIBIDOS DE CONTRIBUIR (SERÁ?)

Êxodo 36:5-7 (leia a Bíblia)

     Conta a Palavra de Deus que o povo de Israel, movido pela orientação divina de construirem um santuário no qual Deus prometera habitar, voluntariamente contribuiu para a obra do serviço do santuário.  Tamanha era a satisfação daquela gente com aquela notícia que o seu coração se moveu a chegarem à obra para fazê-la; a cada manhã mais ofertas voluntárias eram trazidas a Moisés e aí surgiu então a necessidade de uma intervenção dele, pois o povo trazia muito mais do que era necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou que se fizesse. Desse modo Moisés deu ordem para que ninguém mais trouxesse qualquer oferta, porque o material que tinham eram bastante para toda a obra e ainda sobejava.

     Os anos passaram; quanta coisa mudou e fato é que hoje contribuimos muito menos para a obra, como se houvesse nos nossos dias alguma espécie de proibição. Evidentemente que não estamos aqui falando de valores materiais. Não, absolutamente não estamos, mas do nosso louvor, da nossa vida, da nossa entrega pessoal, do nosso temor, do nosso sentimento verdadeiro, do nosso tempo até, pois arrumamos tempo para tudo e as coisas do Senhor vão ficando sempre para depois (se sobrar tempo, é claro). Isto está completamente errado, meu (minha) querido (a). Se o povo de Israel contribuiu tão expressivamente para aquele tabernáculo feito por mãos de homens que era apenas uma sombra do maior e mais perfeito tabernáculo quanto mais nós deveríamos dedicar ao Senhor Jesus! Aquele tabernáculo era uma figura de algo celestial que eles não conheceram, mas a nós aprouve a Deus nos revelar o “tabernáculo de Deus com os homens”. Jesus habitou entre nós e vimos a sua glória e O veremos de novo face a face, glorificado, exaltado nas alturas. Por que então contribuímos tão pouco se recebemos tão gloriosa graça? Por que não nos entregamos mais e não nos apresentamos a Ele sem reservas, sem desculpas, sem incostância? Não estamos proibidos de adorá-Lo cada vez mais. Não estamos proibidos de afirmar que há poder no sangue de Jesus e que nós valorizamos a Sua morte e a Sua ressurreição. Não estamos proibidos de realizarmos a Sua Obra com alegria e nem de anunciarmos com ousadia que Ele vem; mudemos, portanto, de postura e comecemos a dar nossa contribuição desde já, pois já estamos atrasados! 

PROIBIDOS DE CONTRIBUIR (SERÁ?)

“PASSANDO POR SAMARIA”

João 4:3-7

(Leia a Bíblia, a Palavra de Deus.)

A rota Judéia-Galiléia via Samaria embora fosse mais curta (podendo chegar à metade de dias de caminhada em relação à outra) era também a mais evitada pelos judeus que não queriam enfrentar o desprazer de encontrar um(a) samatitano(a) pela frente e nem pisar nas suas terras. Ainda que mais demorado, mais cansativo, mais ilógico até, fazia ao mesmo tempo todo o sentido sofrer aquele desgaste a sofrer aborrecimentos  de ordem humana. Jesus novamente foi na contramão da maioria e mesmo sabendo o que lhe esperava ali em Samaria não hesitou em dirigir-se para lá. Resistência, preconceitos e comparações O aguardavam, mas Ele estava decidido, “era-lhe necessário passar por Samaria”.

Lamentavelmente nós, na maioria das vezes, não agimos assim com a mesma determinação em enfrentarmos e resolvermos os problemas ao invés de apenas tentarmos fugir deles. Optamos geralmente por caminhos mais difíceis e mais longos, sustentando o nosso ego, os nossos conceitos, talvez até uma falsa certeza. Nesta “rota” que escolhemos sofremos com as dificuldades nela existentes e com as que criamos e guardamos dentro de nós. Fato é que isto não faz bem a ninguém, principalmente a nós mesmos, mas a teimosia e a nossa dureza nos impedem de perdoarmos, de lutarmos pela paz, enfim, de seguirmos mais um belo exemplo deixado por Jesus.

Uma hora a gente tem que mudar e esperamos contribuir neste entendimento; não é que seja fácil, mas é necessário revermos as nossas atitudes, não nos deixarmos dominar pelos nossos sentimentos que muitas vezes nos enganam, fazendo-nos achar que o “nosso caminho” é o melhor. Melhor certamente é o caminho que Jesus traçou pelo seu exemplo de amor pela alma perdida, de compaixão pela dor do estranho, do diálogo em lugar do silêncio. Pense e pratique!

“PASSANDO POR SAMARIA”

“EU NÃO CUIDARA VER NEM O TEU ROSTO”

Gênesis 48:11

(Leia a Bíblia, a Palavra de Deus.)

José, o filho amado de Jacó, foi vendido pelos seus irmãos e estes sem piedade alguma mentiram ao pai o qual ao ver a túnica colorida que lhe trouxeram suja de sangue concluiu logo: uma besta fera o devorou. Diante de tamanha tristeza Jacó recusou ser consolado e passou longos dias que se somaram a anos sofrendo pelo engano, pela maldade, pela saudade e, conforme expressou no verso 11 do capítulo 48 de Gênesis, não acreditava mais que um dia pudesse ver de novo o rosto do seu filho (que não pôde nem ao menos ser sepultado segundo imaginava), no entanto agora estavam diante de Jacó, além de José, seus netos Efraim e Manassés, descendência daquele que não morreu, mas vivia.

Esta é também a expressão de dor de muitos que sofrem pelo engano de ter a mentira como resposta, de acreditarem que tudo está perdido, que não há mais solução. Quantos já perderam a esperança, a fé deu lugar ao sofrimento e às feridas! Mas tal como foi para Jacó ainda hoje a presença de Deus continua sendo o remédio para a alma doente e cansada. Muito tempo se passou, é verdade, mas o Senhor é o mesmo e Jacó expressou (e nós também expressamos todos os dias) o que Deus lhe fez contemplar em meio ao inimaginável. O nosso Deus é “poderoso para fazer tudo muito mais  abundantemente além do que pedimos ou pensamos” (Efésios 3:20). Talvez você se sinta como Jacó se sentiu por um longo período, já não tem forças pra orar, não tem encontrado consolo, mas a presença de Deus pode sim (creia!) fazer toda a diferença na sua vida já a partir de agora; de um estado de sequidão o Senhor vai levá-lo (a) a ver e a dar frutos para a Eternidade. A sua semente vai prosperar e isto será para sua alegria e para a glória d’Ele, um testemunho de que o Senhor é poderoso e fiel!

“EU NÃO CUIDARA VER NEM O TEU ROSTO”

“VALORIZE SUA FAMÍLIA”

Lucas 15: 11-19, 25-32

Coisa terrível é quando o lar deixa de ser o lugar mais especial, quando estar junto da família não é motivo de alegria e o melhor é partir para bem longe. Era exatamente este o sentimento do filho mais moço e por isto tomou a decisão de pedir ao pai a parte da herança que lhe cabia e a sair de casa. Agora não havia mais nenhuma restrição, mais nenhuma necessidade de reverenciar aquele que lhe deu tudo até aquele dia. Tornou-se um jovem independente, “senhor do seu nariz”. Triste engano: tudo aquilo era passageiro e naquela miséria em que estava surge uma saudade. Do pai? Não. Da comida apenas, dos benefícios materiais que até os trabalhadores de seu pai desfrutavam. Infelizmente quantos não estão vivendo assim? O lar, o casamento, a família já não têm nenhum valor. Os bons sentimentos morreram. Tudo que se quer é distância. Quantos não buscam isto: uma oportunidade, uma desculpa, talvez um pouco mais de coragem pra romper com tudo e ir embora? Pode ser que ainda não o fizeram em função de alguma vantagem meramente material por exemplo. 

Assim, se o filho mais moço não serve como modelo a ser seguido, seria então o mais velho o padrão de comportamento ideal? Veremos que não. Simplesmente “morar debaixo do mesmo teto” e viver de aparências não é também referência para ninguém. Embora presente fisicamente, o coração do filho mais velho estava tomado de indignação e de revolta, o que nos deixa convictos de que os irmãos eram bem parecidos um com o outro. A boca do filho mais velho vai falar das mágoas, da sua justiça própria, da sua auto-defesa, enfim de todo mal que enchia o seu coração. O pai não era visto como amigo, o que ele queria era poder se alegrar com os amigos de fora. Novamente vemos que esta também é a situação de muitos lares; quantos não estão sustentando uma aparência simplesmente diante da sociedade? Quantos não conseguem ver amigos apenas no meio dos de  fora, pois em casa só enxergam “inimigos”?

Em ambos os casos vemos um completo desacordo com  os propósitos de Deus. Ele não criou você e  nem eu para vivermos infelizes dentro da nossa casa. Fugir, abandonar a família, não é a melhor saída. Como também não é a saída o viver de aparências, maquinando o mal. É certo que como um pai o Nosso Deus Pai deseja cuidar de nós e da nossa família. Problemas todos enfrentam, mas do Senhor vem a resposta para cada família. Ele é o Senhor que pode restaurar valores, libertar das mágoas e dos maus pensamentos, renovar o amor e a alegria em cada lar. Independente de você sentir que  está como um daqueles filhos saiba que Deus tudo pode fazer. Pare de “pensar pequeno”, sua família é uma bênção. Não desista, não se entregue à murmuração, o Pai é o amigo perfeito. 

“VALORIZE SUA FAMÍLIA”

ENQUANTO VOCÊ ORA …

Daniel 6: 10,11

Enquanto Daniel tinha uma vida de oração, tendo o cuidado de três vezes ao dia se ajoelhar para orar, ao seu redor havia pessoas maquinando o seu mal. E vendo os rumos que as coisas tomaram pode naturalmente surgir uma dúvida: mas como pode uma coisa dessa? Daniel não estava fazendo nada que o desabonasse enquanto pessoa ou servo de Deus, ele estava simplesmente orando e isto era então motivo para tanta oposição, para tanta maldade? Será que a oração dele não estava “subindo” ou qual poderia ser a explicação para ele ir parar em uma cova de leões pelo crime de desobediência (orar a Deus)? A oração não poderia livrá-lo de pessoas como aquelas, não poderia frustrar os planos dos inimigos? Certamente que sim, mas não era este o propósito de Deus e por isto Ele permitiu que o seu servo passasse por aquela situação e isto não era sinal de que Deus o havia desamparado, jamais. Quem olhasse para Daniel e visse aquele castigo mortal poderia perfeitamente questionar: de que valeram as orações dele? Onde está o Deus a quem ele tanto buscava, que o deixou ser lançado naquela cova a fim de ser devorado pelos leões? Para quem estava de fora o varão Daniel estava agora sozinho, morto por uma fé que não pôde livrá-lo, mas no interior da cova havia um mistério. E o mistério era ao mesmo tempo a resposta a todos questionamentos anteriores. A implicância talvez nem fosse exatamente porque Daniel tinha uma vida de oração, mas porque a oração o fazia destacar entre os demais, a oração gerou nele um espírito excelente. A oração de Daniel tanto subia que a vontade do céu se cumpria na terra; certamente ele ou mesmo algum de nós não desejaria viver aquele horror, mas a vontade dele se rendia à vontade do Pai que está no céu (Mateus 6: 9,10). A oração poderia sim poupá-lo de pessoas e de atitudes covardes como aquelas, mas podia também capacitá-lo para testemunhar o quão grande e fiel era o seu Deus. Por fora a visão era do fracasso, mas lá dentro da cova era só vitória, Daniel contemplou o livramento, o seu Deus enviou o seu anjo que fechou a boca dos leões. A fé não o livrou da cova, mas o preservou e o tirou de lá sem nenhum dano. Talvez você esteja passando ou vendo alguém passar por uma determinada situação que você não entende, mas o exemplo de Daniel nos impele a orar mesmo quando aparentemente a oração pode ser uma prática inútil ou até falta de juízo no entendimento de alguns. Nada pode ter mais efeito que clamar ao seu Deus. O decreto do rei não autorizava a Daniel orar ao seu Deus e ele sabia, mas ainda assim ele foi orar. Loucura, teimosia? Não, Fé. Nada pode limitar o seu relacionamento com o seu Deus. Creia: enquanto o inimigo trabalha para o atingir, seu Deus, o Nosso Deus, trabalha como nunca para lhe preservar (Isaías 64:4). A propósito: vamos orar já? 

ENQUANTO VOCÊ ORA …

É CERTO QUE ELE VEM

João 11:3-15

Aquela casa em que viviam os três irmãos, Marta, Maria e Lázaro, já tinha recebido a visita de Jesus e de fato a relação entre eles não era meramente social; diz o verso 5 que Jesus os amava e aquele momento ainda que duro e difícil de se passar não poderia anular jamais este amor. Que glorioso é viver esta experiência! Um dia também Jesus entrou na nossa casa (coração) e nada mais pode anular esta experiência e este amor. A grande questão é que agora um membro daquela família estava enfermo e aí as irmãs tomaram logo a providência de mandar um recado a Jesus para que novamente estivesse com eles, certamente Ele poderia operar uma cura e fato é que uma grande expectativa por certo se criou a partir daquele instante. O jeito agora era aguardar e foi o que fizeram, mas os dias passavam e Jesus não chegava. A enfermidade de Lázaro se agravava, a aflição das irmãs só aumentava e a expectativa agora tornava-se em desilusão, em decepção e que pensamentos não povoaram a mente daquela família? “Ele disse que viria e não veio”, “Ele não vem mais”, “Ainda que viesse, agora é tarde: Lázaro está morto”. Isto acontece conosco muitas vezes, temos experiências com o Senhor,  somos amados e O amamos, mas a demora da resposta, a solução que não chega, tudo isto somado à nossa limitação humana, à nossa ansiedade, gera, lamentavelmente, a mesma conclusão: “Ele não vem”. É aí que mora o perigo, pois esta é a grande mensagem desta última hora: “Jesus vem” e absolutamente nada de bom ou de ruim desta vida pode anular esta esperança no meu e no seu coração. Finalmente chegou o dia e Jesus foi até a casa dos irmãos e o que era uma situação de enfermidade converteu-se em morte e esta é mais difícil de tratar. Difícil para nós. Para nós, aliás, impossível. Para Jesus, o Filho do Deus Vivo, curar ou ressuscitar tanto faz. E foi isto que Ele fez, Jesus ressuscitou a Lázaro e a alegria voltou àquela casa, uma alegria imensuravelmente maior. Talvez a situação que você está vivendo está pesada, você já está sofrendo há um tempo, já orou e não viu nenhuma mudança e, pior ainda, você já não crê, já não ama mais a vinda de Jesus, mas uma coisa é certa: ELE VEM. Pode ser que Ele venha hoje e retire o problema que aflige a sua vida; pode ser que Ele volte hoje e retire você desta vida de problemas e o leve para a Eternidade juntamente com a Igreja Fiel. Quando será não sabemos, mas brevemente Ele voltará e a alegria superabundará toda a lágrima.                           Maranata. Ora vem, Senhor Jesus! 

É CERTO QUE ELE VEM

CUIDADO COM O QUE VOCÊ “ALIMENTA”!

Jeremias 40

Diz o texto bíblico que o rei de Babilônia havia constituído a Gedalias governador da terra de Judá a fim de cuidar daqueles que não foram levados para o cativeiro. Muitos judeus então que estavam espalhados voltaram para a terra e ali colheram vinho e frutos do verão com muita abundância. Neste momento então se levanta Ismael, um enviado do rei de Amom, com o intento de anular aquele projeto, investindo contra a vida do governador Gedalias. Antes porém, Gedalias fora informado, tendo tempo suficiente de se prevenir, mas optou por desconsiderar o importante aviso que recebera de Joanã. Ismael então como havia proposto vai até Gedalias o qual cordialmente o recebe e ali comem pão juntos. Agora, já alimentado, Ismael e os que com ele vieram promovem uma matança começando por Gedalias. 

Em meio ao “cativeiro deste mundo” vemos muitos sendo levados, tornando-se escravos de tantas coisas, mas não podemos negar o quanto Deus nos tem abençoado. Não podemos, portanto, nos descuidar; temos podido contar a cada dia com o Espírito Santo que nos dá todos os avisos (a estes chamamos revelações) para a nossa salvação. Podemos valorizá-los ou desprezá-los como fez Gedalias naquele dia. Chega então aquilo que representa perigo para a nossa comunhão, para a nossa vida espiritual e o que fazemos? Trazemos pra dentro da nossa casa (tipo do nosso coração) e começamos a alimentar. Às vezes mágoas ou outros sentimentos perversos; às vezes até o próprio pecado e isto vai crescendo, vai se fortalecendo e nos mata. Sim. Aniquila o projeto de salvação na nossa vida. Ficam aqui algumas perguntas para nossa reflexão: O que você tem alimentado? Quais os sentimentos você tem cultivado? Com o que/quem você tem se relacionado? Qual valor você tem dado às revelações? A salvação ainda continua sendo seu bem maior ou você já tem outras prioridades?

CUIDADO COM O QUE VOCÊ “ALIMENTA”!